

sobre o
tratamento
Os atendimentos têm como base a teoria psicanalítica — ou, como a paciente de Freud, Anna O., a definiu, “a cura pela fala”. O paciente é convidado a falar livremente a respeito de sua história e daquilo que identifica como ponto que o levou a buscar um espaço de escuta. Neste espaço, a ansiedade, a depressão, o luto e outros modos de sofrimento psíquico são acolhidos e escutados a partir da singularidade de cada sujeito.
Entre os traços que compõem a história subjetiva de cada indivíduo, não se pode desconsiderar os marcadores sociais que atravessam sua existência. Nesse sentido, gênero, raça, orientação sexual e classe constituem referências fundamentais para compreender o lugar de onde se fala, bem como as implicações desse posicionamento nas formas de sofrimento e nas estratégias de enfrentamento.
As sessões, protegidas pela ética e pelo sigilo, costumam acontecer semanalmente e têm duração de cerca de 45 minutos. A frequência, o valor e os demais acordos implicados no tratamento são estabelecidos entre o psicólogo e o paciente, a partir da demanda específica de cada caso.
A partir dessa relação singular, na qual o paciente é convidado à livre associação, torna-se possível nomear o que se repete de forma inconsciente, no discurso e na vida, abrindo-se uma brecha para que cada história possa ser elaborada e narrada de novos modos. Longe de ocupar a função de guia, a escuta do psicólogo sustenta um espaço para que o sujeito construa as questões que o fazem sofrer, bem como suas saídas, sempre originais.


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